quinta-feira, 8 de novembro de 2012

Na escola


Guaxupé implanta Projeto de Xadrez


Impressões sobre o "Projeto Xadrez nas Escolas"

de Guaxupé em seu primeiro ano de implantação

 
Número de escolas: uma (municipal).

Quantidade aproximada de alunos: 400 estudantes.

Séries abrangidas: 3ª e 4ª séries.

Tempo de aula: 50 minutos semanalmente para turmas de 30 a 40 alunos.

Objetivo principal: melhorar o aproveitamento curricular dos alunos.

Professor: João Carlos da Costa - enxadrista desde 1978.

Responsável pelo projeto: Regina Célia Bernardes da Silva (diretora da E. M. Wágner Ribeiro Macedo, instalada no CAIC).

Considerações sobre o projeto:

A nível de experiência, considero os resultados excelentes. A aprendizagem dos alunos melhorou nas demais disciplinas, segundo opinião das professoras e o relacionamento aluno/professor é o melhor possível.

Procuro dar o mesmo tratamento desde o princípio das aulas, pois são crianças em sua grande maioria carentes e sem grandes opções de lazer e expectativa de vida.

As aulas são puras abstrações. Mesmo gastando um semestre inteiro tentando passar as noções elementares e os movimentos das peças, ainda hoje a maioria - em meio a uma grande algazarra e êxtase – continuam a capturar reis, mover peões lateralmente, torres nas diagonais, etc.

Resolvi, por isso, diminuir as turmas, sacrificando ainda mais o já escasso tempo de aula, procurando manter em observação os alunos com melhor rendimento. O bom desempenho de uns poucos, compensa o trabalho com muitos!

O xadrez está implantado como atividade paralela e o meu trabalho é como voluntário. Há uma sala específica com 20 tabuleiros e um mural.

Autor: Prof. João Carlos da Costa

quarta-feira, 7 de novembro de 2012


Estudantes paranaenses aprendem xadrez pela internet


As meninas Ana Paula Gonçalves, de sete anos, e Joana D'arc Cruz, de oito, estão podendo neste ano realizar o sonho de se tornarem enxadristas. Estudantes do Centro de Educação Integral Monteiro Lobato, na Vila Nossa Senhora da Luz, em Curitiba, elas estão entre as 300 crianças paranaenses já ligadas ao Centro de Excelência do Xadrez (CEX), que é coordenado por um dos maiores nomes deste esporte no Brasil, o heptacampeão brasileiro e grande-mestre internacional, Jaime Sunyé Neto.
"Estudo e jogo muito, porque também quero chegar a grande-mestre internacional", disse Ana Paula, que tem pela primeira vez a oportunidade de levar adiante esse projeto. Toda quarta-feira as meninas vão ao Farol do Saber Frei Miguel, que fica no próprio bairro, para aprender o esporte, em aulas via Internet.. O grande ídolo de Ana Paula no esporte é Jaime Sunyé. "Um dia eu vou ser como ele e jogar com mais de 50 pessoas ao mesmo tempo", diz.
O Centro de Excelência do Xadrez é um site na Internet, pelo qual os internautas podem aprender a prática do xadrez, obter informações atualizadas sobre o esporte e, principalmente, disputar partidas virtuais com enxadristas de todo o País e do mundo. O endereço digital é www.cex.org.br e para entrar no circuito de disputas online basta "baixar" o programa. O cadastro é gratuito.
As aulas via Internet são transmitidas da sede do CEX, que fica na Universidade do Esporte, e podem ser acompanhadas por estudantes de escolas públicas, de todo o Estado. Além do professor virtual, elas contam com um professor presente, para um apoio mais direto ao xadrez, e também um estagiário em informática, que as ajuda a aprender a usar o computador.
"Esse acompanhamento é importante porque as meninas e meninos conhecem pouco sobre computadores e precisam de ajuda constante", diz Sunyé. Em Curitiba, as crianças se reúnem nos Faróis do Saber. Existem ainda pontos de ensino nos Centros Regionais de Xadrez de Francisco e Pato Branco, e nos núcleos de educação de Maringá, Campo Mourão, Paranavaí, Foz do Iguaçu e Cascavel.
O site do CEX está disponível a qualquer internauta. Mas a iniciativa surgiu para atender, principalmente, alunos de escolas públicas que já têm aulas de xadrez, mas encontram dificuldades em participar de torneios e disputar partidas com pessoas de outras regiões.
"O Centro de Excelência do Xadrez possibilita as crianças aprimorarem o que já aprendem na própria escola", disse Sunyé. Os alunos das redes estadual e municipal de ensino têm aulas de xadrez incorporadas ao currículo. O CEX é um avanço no aprendizado, pois além de aprimorar as aulas permite que as crianças realizem disputas entre si e com enxadristas mais experientes.
"Outro grande mérito do CEX é desmistificar o uso da informática e da Internet", afirmou o coordenador do projeto. "Através do ensino do xadrez e das partidas virtuais nós queremos familiarizar as crianças à tecnologia, ao mundo virtual."
Tabuleiro - Durante as aulas, o professor virtual propõe um posicionamento das peças no tabuleiro de xadrez para os alunos. Cada um envia uma mensagem para o professor com sugestões de jogadas. Após a avaliação de cada sugestão o professor sugere que os alunos joguem e então, após um novo posicionamento de peças, os alunos sugerem outras jogadas.
"Com esse método de ensino os alunos têm noção das jogadas que acontecem durante uma partida e assim se preparam para os jogos propriamente ditos", explicou Sunyé.
Além das aulas ministradas on line todas as quartas-feiras (manhã e tarde) o site do Centro de Excelência contém explicações sobre as peças, o tabuleiro, primeiras jogadas, tudo para quem nunca teve aula de xadrez. "Qualquer pessoa que nunca teve aula de xadrez pode acessar o nosso site e aprender a jogar", afirmou enxadrista.

ESPORTE

XADREZ MELHORA
O RENDIMENTO ESCOLAR

O xadrez é um dos poucos esportes que ativam a capacidade de raciocínio e que pode ser utilizado como apoio pedagógico. A professora de educação física Célia Bostelman, uma das instrutoras do Centro de Excelência do Xadrez e professora do esporte no Centro de Educação Integral Monteiro Lobato, garante que o desempenho escolar de seus alunos melhorou muito com o aprendizado do xadrez.
"As notas de cada um, principalmente em matemática, tiveram uma melhora de 100%", afirma. Célia é instrutora de 24 crianças que estudam na segunda série do ensino fundamental. A professora afirma que os alunos amadurecem mais rápido através do ensino do xadrez. "A gente percebe, no dia-a-dia com os alunos, que eles estão buscando melhorar cada vez mais, que eles se preocupam com o futuro e querem se preparar para ele", diz Célia.
Nas início das aulas do Centro de Excelência do Xadrez a professora diz que teve muita dificuldade e uma certa resistência em aprender a usar o computador. "Tive que fazer aulas de computação aos 40 anos de idade para poder ensinar os meus alunos. Hoje eu aprendo com eles", ressalta.
Segundo a professora, o xadrez via Internet veio mostrar uma nova realidade para as crianças. "Eles não têm medo de errar. Apertam os botões com segurança e se erram tentar de novo tranqüilamente", explica.