terça-feira, 23 de agosto de 2011

Relógios: Qual é a diferença entre os Métodos Fischer e Bronstein?

Caros colegas,
Um pequeno trecho dos comentários sobre arbitragem do AI Antonio Bento;
Relógio Digital - Os novos relógios eletrônicos e suas 1001 utilidades - O que fazer quando a pilha falha e o relógio zera?!
Pergunta: Lendo as especificações técnicas dos relógios eletrônicos, descubro que funcionam com 4 pilhas AA e têm autonomia para 500 horas de jogo. Veio-me então a seguinte dúvida, curiosa, mas não absurda: em meio ao apuro de tempo, partida sendo decidida lance após lance... eis que de repente a pilha acaba!!... relógio zerado, nada funciona, pane!  
Resposta: A exemplo do relógio mecânico, o relógio digital deverá ser substituído em caso de defeito e o árbitro deverá valer-se de seu bom-senso quando ajustar os tempos a serem mostrados pelos ponteiros (display) do relógio que substituirá o que apresentou defeito (que falhou na chamada hora H), consoante o disposto no artigo 6.11 da Lei do Xadrez.
 

Relógio Digital - Qual é a diferença entre os Métodos Fischer e Bronstein?
Pergunta: Já que estamos falando sobre relógios eletrônicos, qual é diferença entre os métodos Fischer e Bronstein?

Resposta: O método Fischer proporciona aos jogadores tempo adicional para cada lance executado, que é devidamente acrescentado ao tempo principal.
Exemplificando: se o ritmo é de 30 minutos (tempo principal) com bônus de 10 segundos para cada lance, sempre que o jogador fizer um lance receberá mais 10 segundos, que automaticamente são acrescentados ao seu tempo principal.
Isso significa que, se o jogador fizer 5 lances rapidamente, 50 segundos extras serão acrescentados ao seu tempo principal e com isso, depois dos 5 lances, terá mais tempo do que dispunha quando começou a partida.
No método Bronstein os jogadores também ganham tempo adicional. Mas a acumulação de tempo não é possível e o jogador pode perder parte do bônus de tempo.
Exemplificando: se o primeiro lance for jogado depois de 4 segundos, os outros 6 (segundos) serão perdidos. Ou seja, no andamento da partida o jogador nunca terá mais tempo do que possuia no início da partida. Não há acumulação como acontece no método Fischer.
O Presidente do Comitê de Arbitragem da FIDE, AI Geurt Gijssen, é um dos maiores entusiastas do método Fischer. Na opinião dele, o método Fischer reduz o número de conflitos praticamente a zero. Jogadores que alcançam vantagens decisivas sempre vencem as partidas.

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