terça-feira, 7 de junho de 2011

Unorthodox Openings

Caros colegas,
 
Tive acesso ao livro "Unorthodox Openings", edição de 1987, cujos autores são Joel Benjamim e Eric Schiller.
Alguns trechos que me chamaram a atenção na introdução deste livro, são reproduzidos a seguir:
 
"O xadrez é um jogo. É jogado, principalmente, por diversão, como uma maneira de usar um pouco de nosso tempo de lazer.
É também uma forma de dissipar as frustrações e os sentimentos agressivos que poderiam ser libertados de maneiras menos agradáveis, tais como as guerras (nas estrelas ou nucleares - a sua escolha).
Um jogador de xadrez se satisfaz com armamento bem mais simples - um novo jogo de peças ou um relógio de tecnologia avançada.
Alguns jogadores apenas obtém satisfação ao ver seus pontos conseguidos na tabela de classificação de um torneio, ou em ver seu rating aumentando lista após lista.
Outros jogam pela "satisfação interna", sempre buscando sua "partida da vida", que será publicada em antologias de xadrez, garantindo, assim, sua "imortalidade".
E alguns simplesmente gostam de mergulhar no jogo para escapar das pressões do dia-a-dia do século 20.
O grupo de jogadores que frequentemente empregam aberturas heterodoxas, possuem um pouco de cada um dos grupos acima  referidos.
Os primeiros são representados por aqueles jogadores que utilizam as aberturas heterodoxas na esperança de que o choque psicológico vai enervar os adversários, forçando-os aos erros que os levarão à derrota.
Os segundos buscam a imortalidade através do desenvolvimento de uma idéia de abertura que só poderia "vingar" se fosse jogada pelos mestres, a quem eles ficariam eternamente gratos.
Os últimos desfrutam de uma sensação de segurança, pois não precisam memorizar inúmeras variantes e são econômicos em não precisar assinar muitas revistas e publicações de xadrez para acompanhar a "evolução mais recente".
 
O livro é dividido em três partes, que os autores denominam, respectivamente de: "O Bom" ; "O Mal" e "O Feio".
Cada uma destas partes possuem variantes que mostram:
- aberturas sem 1.d4 ou 1.e4 (para as brancas)
- aberturas sem 1.d4 ou 1.e4 (para as pretas)
- aberturas com 1.e4 (para as brancas)
- aberturas com 1.e4 (para as pretas)
- aberturas com 1.d4 (para as brancas)
- aberturas com 1.d4 (para as pretas)
 
Em outro trecho da introdução, os autores escrevem:
 
"Quando se vê análises de partidas feitas por jogadores iniciantes, é sempre interessante ver como eles "contam pontos".
A única "prova" aceitável de que uma posição é melhor ou pior, é uma série de variantes concretas que levam à vantagem de material ou ao mate. Nada mais do que isso!
Este tipo de raciocínio, muitas vezes aparece em textos que abrangem aberturas não ortodoxas, especialmente quando as contribuições são feitas por "não mestres".
Quando se vê análises "post-mortem" de torneios internacionais, entretanto, encontra-se um tipo muito diferente de postura.
Muitas vezes, quando alguns poucos movimentos foram feitos no tabuleiro, já se ouve comentários sobre planos abstratos, com considerações como "controle do centro"; "par de Bispos"; "estrutura de peões"; "chances de ataques"; etc.
O mestre sabe que alguns destes fatores (por exemplo a "estrutura de Peões") são de natureza permanente, enquanto que outros (por exemplo a "chance de ataque") são mais transitórias.
O mestre não avalia uma posição olhando somente para as aspectos concretos desta, mas sim, ponderando os detalhes positivos e negativos existentes.
Desta forma, um mestre não irá tentar alegar que 1.h4 é uma má jogada simplesmente pelo caminho que leva, forçosamente, à perda de material, mas sim por constatar que o lance em nada contribui para os objetivos das brancas na abertura."
 
Para as considerações dos colegas....!!!

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