domingo, 19 de setembro de 2010

Jovens falam sobre vantagens

 

Leandro Silva, do ATARDE
Jornal A Tarde
Cansado de ver um amigo esbanjar qualidades no futebol e sempre vencê-lo, Carlos Marx resolveu que tinha que recorrer a algum outro esporte para derrotá-lo e descontar a tristeza do futebol. "Um dia eu o vi ensinando a galera da rua a jogar xadrez, não quis aprender com ele, eu não podia admitir que não sabia jogar. Procurei na internet as regras, mas e aí? Com quem eu iria jogar? Não poderia ser com ele, eu poderia perder mil vezes pra qualquer pessoa, exceto pra ele. Comecei então a jogar em site, o que foi bem útil porque eu ia errando e meus oponentes me davam umas dicas pra não cometê-los novamente. Resultado: em um mês eu enfrentei esse brother e o venci, e fui além, consegui o que ele tanto queria e não conseguia: vencer seu próprio pai", relata a conquista Marx, de 17 anos, que continuou jogando, mesmo depois do objetivo concluído.

Lucas Nogueira, de Jequié, tem 16 anos, e começou a jogar por influência do professor de matemática Marcelo Pinho. Hoje, ele joga com os colegas na escola, não deixa de lado o futebol, mas enumera alguns benefícios da prática do xadrez. "Traz várias vantagens, raciocínio lógico bom, e rápido, além de ocupar a mente com uma coisa útil. Nos estudos, a concentração que adquiri jogando xadrez me ajudou muito", diz Lucas Nogueira.

Já se vão 10 anos desde que o xará dele, Lucas Ribeiro, de 21 anos, começou a jogar xadrez. "Mas logo me afastei dos tabuleiros por falta de motivação, interesse e adversários. Retornei aos 16 anos, quando um colega de classe me convidou para uma partida. A partir desse dia levei o xadrez a sério e sou muito apaixonado pelo jogo, atualmente estou afastado do cenário enxadrístico baiano. Costumava jogar em clubes de xadrez, com amigos e on line. Ultimamente o tempo é somente para eventuais partidas on line", conta.

Ele também enumera os bens obtidos com a prática. "Algumas das vantagens que o xadrez trouxe à minha vida foi ser mais perseverante em alcançar objetivos. Melhorou minha capacidade de raciocinar logicamente e rapidamente. Melhorei o senso crítico e acentuei a capacidade de avaliar propostas e idéias. Já nos estudos não obtive muita diferença, pois já era bom aluno, mas ajudou. Fiquei mais concentrado e perspicaz", diz Ribeiro, que prefere o tabuleiro do que os gramados de futebol.

Carlos Marx compartilha do mesmo gosto. "Prefiro o xadrez e respondo isso sem pestanejar. Eu adoro futebol, mas não tenho nenhuma habilidade, então prefiro só assistir. Ajudou muito a ser mais paciente e a pensar e pesar os benefícios e as conseqüências antes de fazer qualquer coisa e me ajudou a ter uma mente mais analítica e disciplinada.

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