terça-feira, 29 de junho de 2010

A escola e o xadrez

Vejam que lindo texto captei do site:
Um, dois, três segundos e o relógio pára. Mais quatro, cinco, seis segundos e a mãozita carrega no botão para que o tempo não avance. O pequeno João Pedro não ganha o jogo de xadrez ao professor Rui Pereira, mas esforça-se. "Muito bem jogado João, muito bem", diz o professor. O relógio é implacável. "Tentaste fazer umas belas malandrices, muito bem", acrescenta no final da jogada. Segue-se Rodrigo. Concentração, raciocínio rápido para movimentar as peças. E o relógio volta a parar. O professor quer que Rodrigo perceba o que deve fazer para evitar o xeque-mate. O resto da turma, crianças com 5 e 6 anos, debruça-se sobre o tabuleiro e espera por uma resposta que acaba por chegar. Na Escola dos Gambozinos, no Porto, o xadrez é apenas uma das muitas maneiras de aprender. "O xadrez é um instrumento ao serviço da aprendizagem", explica Rui Pereira.

"Não percas a concentração. Como consegues que o rei se defenda? A dama aponta ao rei e diz ?estás preso'. Está ou não?". Rui Pereira joga xadrez com Ísis, de 6 anos. O xadrez é mais do que um jogo, é uma forma de trabalhar aspectos que vão menos bem em outras disciplinas e conduzir à decisão, a pensar e resolver sob pressão. A condução do jogo é feita a pensar em cada aluno, com exercícios específicos. "Ísis foi um prazer jogar contigo." Apertam-se as mãos e arruma-se o tabuleiro para o jogador que se segue. A sala do xadrez tem fotos a preto e branco dos alunos, uma constante nos restantes compartimentos. Tem um fogão de sala antigo, um painel com trabalhos e uma gaiola com coelhos. Xadrez terminado, segue-se a hora do conto. Os 14 alunos sentam-se no chão para escutar mais uma parte da história de Peter Pan. Abre-se o livro com ilustrações de Paula Rego. Olhos e ouvidos ficam em alerta.

Nenhum comentário:

Postar um comentário