quinta-feira, 13 de maio de 2010

Desenvolvimento das peças

Desenvolvimento das peças
O diagrama abaixo mostra um desenvolvimento ideal por parte das brancas e foi conseguido em somente dez lances.
Por ordem:
1.e4 ; 2.Nf3 ; 3.d4 ; 4.Nc3 ; 5.Bf4 ; 6.Bc4 ; 7.0-0 ; 8.Re1 ; 9.Qe2 ; 10.Rad1
Por que esse desenvolvimento é ideal?
Simplesmente porque os Peões exercem controle sobre as casas centrais; as demais peças estão bem desenvolvidas, visando, igualmente, o centro; e o Rei branco se encontra bem protegido, gozando de tranquilidade e garantia.
Em seu livro "Common sense in chess", onde está bem explanada a velha teoria do desenvolvimento, Lasker dá a regra que nos primeiros seis lances, somente devem ser jogados os dois Peões centrais, os dois Cavalos e os dois Bispos.
Chega-se, forçosamente, a essa regra de Lasker quando consideramos que cada lance deve visar o desenvolvimento e que não se deve jogar prematuramente a Dama ou as Torres, enquanto as peças menores não tenham sido trocadas.
Entre outras, Lasker dá, ainda, a regra que devem desenvolver-se os Cavalos antes dos Bispos, especialmente o Cavalo de g1.
A razão é simples:
De sua casa inicial, os Bispos (após o avanço dos Peões centrais), dominam casas importantes, mesmo em território inimigo.
Ou seja, os Bispos são ativos sem terem ainda sido jogados.
Já os Cavalos, de sua casa original, só atingem casas já dominadas por outras peças. O Cavalo g1, por exemplo, domina as casas h3,f3 e e2, que já se acham na posse do jogador.
Por essa razão, é mais indicado jogar primeiramente o Cavalo que o Bispo.
Ainda em f3, o Cavalo domina todas as casas que permitem ataques prematuros do adversário. Tanto é verdade, que quase todas as partidas curtas e citadas nas aberturas, são possíveis por inexistir o Cavalo em f3.
Basta lembrar o célebre "Mate Pastor":
FEN : r1bqk1nr/pppp1Qpp/2n5/2b1p3/2B1P3/8/PPPP1PPP/RNB1K1NR
1.e4,e5 ; 2.Bc4,Bc5 ; 3.Qf3,Nc6 ; 4.Qxf7++
Só é possível por faltar o Cavalo em f6, permitindo a entrada da Dama.

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